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Económia

Kwanza já cumpre função de reserva
18/03/2008 07:33 GMT

por: artur

A moeda nacional, o Kwanza, já cumpre a função de reserva de valor, na medida em que as pessoas já conseguem fazer poupanças sem receio da depreciação, como acontecia no passado, segundo o Ministro-adjunto do Primeiro-ministro, Aguinaldo Jaime.

O ministro, que presidia a palestra subordinada ao tema, “Sistema Bancário angolano e suas consequências”, exemplificou ainda o facto de os depósitos em moeda nacional terem estado a crescer e hoje já representam 35 por cento do total.
Esta performance foi conseguida em função da estabilidade macro-económica que o país vem conhecendo, o que se traduz também no controlo do valor dos bens e serviços, bem como da inflação.
Por isso, garante que as poupanças, que vão sendo feitas por nacionais, não correm o risco de serem corroídas pela inflação, pois a moeda está cada vez mais estável.
Entretanto, Aguinaldo Jaime afirma que o desafio que se apresenta aos bancos comerciais ainda é enorme, principalmente no aumento do nível dos depósitos em moeda nacional e na conversão dos depósitos em empréstimos. Dos 7,4 mil milhões de dólares em depósitos 65 por cento está em moeda estrangeira. Já a taxa de conversão não vai além dos 45 por cento, muito baixa para as dimensões que a economia angolana já alcançou.
Durante a palestra que decorreu ontem na Universidade Metodista de Angola, Aguinaldo Jaime sublinhou que a função de reserva de valor é importante para se compreender o funcionamento do sistema bancário e do sistema financeiro no geral.
Durante a dissertação, dirigida a estudantes e professores universitários, Aguinaldo Jaime falou da necessidade de coerência dos bancos na gestão dos depósitos, destacando a função do Banco Central, enquanto fiscalizador e supervisor do sistema financeiro.
“Isto de jogar com dinheiro alheio, se não se for cuidadoso, acaba por aparecer efeitos perversos para todo conjunto da sociedade. Não se precisa ir muito longe, basta recordar a antiga CAP (Caixa de crédito agro-pecuária), que faliu por ausência de uma boa gestão”, rematou.
Segundo Aguinaldo Jaime, o sistema bancário angolano tem vindo a desenvolver e a modernizar-se, facilitado pelo novo ambiente macro-económico que o país está a viver. “Se a moeda não era capaz de reservar valor, naturalmente o sistema financeiro não podia funcionar”, realça.
Dados indicam que em 2006, a inflação atingiu 12,2 por cento, vindo a baixar para 11, 7 por cento, no ano passado. Estes números estão longe dos níveis alcançados em 2000, por exemplo, em que a taxa acumulada era de 268 por cento.
Além disso, o país tem melhorado o ambiente de negócios, o que tem atraído investimento estrangeiro de várias partes do mundo. Recentemente, empresários alemãos manifestaram intenção de investir em vários sectores de actividade no país. Durante um fórum de negócios realizado em Frankfurt, capital financeira da Alemanha, mais de uma centena de homens de negócios manifestaram interesse em vir a Angola.

Fonte: JA


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